domingo, 27 de fevereiro de 2011

Algumas Marias do Evangelho

Jo 8, 3; Lc 7,37-38; Mc 14, 3-9; Jo 11, 1-8


Nesta reflexão, é nossa intenção tentar esclarecer algumas dúvidas a respeito da citação do nome MARIA, em muitas das passagens do evangelho e que muitas vezes nos confundem, não sabendo a quem se refere, qual das Manas está sendo citada...

Naquele tempo em que viveram essas mulheres, era muito comum o nome Maria, tanto é que eram identificadas por sua ocupação, origem, ou família, como é o caso maravilhoso de Maria, Mãe de Deus, Mãe de Jesus e, por adoçào, nossa mãe, cuja maternidade recebemos como presente maior de Jesus para a humanidade, pois, foi justamente quando Jesus se aproximava de sua morte humana que, numa explosão de amor por nós exclama: MULHER EIS AÍ O TEU FILHO; FILHO EIS AÍ TUA MÃE.

Naquele tempo a maior dignidade que se dispensava á uma mulher era chamá-la de MULHER, pois nem todas as mulheres eram honradas com título, mas identificadas, como dissemos, pela sua ocupação, origem etc...

Vamos , agora, falar das outras, começando pela que mais confusão tem trazido para muitos: MARIA MADALENA.

Maria Madalena era assim chamada por causa da sua origem, pois, ela era de MÁGDALA, região de um quartel, portanto era chamada de Madalena ou quarteleira, por habitar em um quartel, de vez que ali habitava e ali pecava.

Madalena, uma das mulheres que seguiam Jesus, conforme narra o evangelho, para servi-lo, muito pelo contrário, eram servidas por Ele, pois, essa caminhada era a caminhada da salvação, a caminhada da gratidão pelo perdão dos pecados; Madalena, por exemplo, era eternamente grata pela libertação que Jesus operou nela, libertando-a de sete demônios, e mais ainda, curando-a de toda a enfermidade moral, chamando-a de MULHER.

Agora dissertaremos um pouco sobre a mulher da rua, a prostituta, como tal conhecida e reconhecida , de vez que também é confundida com Madalena, com a adúltera e, até mesmo com Maria a irmã de Lázaro.

Maria, a prostituta que ungiu Jesus com perfume e lavou seus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos, tomou essa atitude depois que Jesus, em sua infinita misericórdia, aceitou a sua atenção, não como homem carnal, porém, como Deus amoroso, trazendo para ela o perdão de suas culpas e de seus pecados: foi atitude de arrependimento e penitência, reconhecendo-se pecadora e se aceitando, para que pudesse aceitar Jesus; é maravilhoso meditarmos sobre isso, quando nos reconhecemos pecadores e dependentes de Deus em todos os momentos de nossa vida.

Falemos , agora, da mulher adúltera, que também é confundida com as demais Marias; essa era conhecida pelo procedimento adúltero, pois era casada e vivia em adultério, se entregando aos homens que lhe pagassem ou lhe dessem momentos de falso amor. Também ela foi perdoada por Jesus, de vez que aceitou ser julgada e levada até Ele para o julgamento e, talvez, a condenação esperada pelos fariseus, cuja descendência conhecemos tantos e tantos em nosso meio.

Aproveitemos a oportunidade para refletirmos que Maria podemos ser e que atitude podemos tomar diante da misericórdia de Deus, quando reconhecemos que somos pecadores e nos arrependemos verdadeiramente de nossos pecados. Não nos coloquemos na posição dos acusadores, mas, sim, dos misericordiosos.

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