segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As almas condenadas ao inferno podem se arrepender?

Da mesma forma que os anjos caídos, as almas do inferno escolheram por livre e própria vontade o seu destino. E uma vez no inferno, não mais podem se arrepender.

Uma pessoa pode arrepender-se de seus pecados e pedir o perdão de Deus até o fim de sua vida, até seu último segundo. Mas após sua morte, o seu destino está traçado: se não estiver em pecado, o Céu; se em pecado, mas arrependido, poderá purificar-se no Purgatório; mas se em pecado, sem nenhum arrependimento, e regozijando-se do mal praticado, o Inferno.

A alma lançada ao inferno não tem possibilidade de arrepender-se porque já não ama a Deus. Está lá justamente por não tê-Lo amado. E o arrependimento é fruto do amor a Deus, ainda que ínfimo, ainda que pequeníssimo.

O Catecismo da Igreja Católica parece indicar-nos a resposta a esta sua pergunta no seguinte trecho: “Morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d'Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra ‘Inferno’” (n.1033). Veja que ao definir o estado de morte que conduz ao Inferno, o Catecismo utiliza os termos “sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus”, e ainda “por nossa própria livre escolha”, e com isto parece indicar justamente que alguém que, por livre exercício de sua vontade, não se arrepende em vida nem acolhe a Misericórdia Divina, preferindo o pecado, não mais terá chances, após a morte de arrepender-se. E nem quer fazê-lo.

Autor: Taiguara Fernandes de Sousa
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