segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O ecumenismo

O perene anúncio missionário da Igreja é hoje posto em causa por teorias de índole relativista, que pretendem justificar o pluralismo religioso, não apenas de fato, mas também de iure (ou de principio). (Declaração Dominus Iesus, nº 04)

Diante desta realidade hoje existente, faz-se necessário um esforço ecumênico, conforme nos ensina o Concílio Vaticano II, para que se unam todos em uma só fé, um só batismo e um só Senhor (Ef 4,5). Pois Cristo fundou uma só Igreja, edificada sobre Pedro.

Há alguns que equivocadamente interpretam o CVII com um pensamento relativista, incompatível à fé Cristã que sempre pregou um só Salvador e uma só Igreja. Alegam esses, que o ecumenismo se apóia no irenismo (Cristo salva independente de religião, qualquer religião salva, o que importa é ser bom e cristão).

Tal pensamento não tem apoio bíblico, nem fundamento na tradição da Igreja, sendo assim, não passa de um equívoco modernista, que tanto mal faz aos que querem pregar o Verdadeiro Evangelho, que Cristo confiou à sua Igreja; além de ser uma heresia já condenada desde os primórdios do cristianismo.

O Concílio Vaticano II, deixa claro no Decreto Unitatis Redintegratio que a Única Igreja, Coluna e Sustentáculo da Verdade (1Tm 3,15), é a Igreja dos Apóstolos, aos quais Cristo confiou a autoridade de ensinar, governar e santificar (Mt 28, 18-20).

A mesma afirmação, está explícita na Constituição Dogmática Lumen Gentium e também na Declaração Dominus Iesus:

“Esta é a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica. (Lumem Gentium, nº 08)

“Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele. (Dominus Iesus,nº 16).”

Estudando esses documentos, assim como tantos outros (inclusive o Catecismo da Igreja Católica), percebemos claramente o erro contido no pensamento relativista, que prega um falso ecumenismo e acaba por deixar de lado os ensinamentos de Jesus Cristo e da Sua Igreja, com o intuito de unir fiéis; numa falsa unidade, que em muito difere daquela querida por Cristo e pela Igreja.

Para não cair no erro do relativismo e do irenismo, precisamos entender em que consiste o verdadeiro ecumenismo querido pelo Concílio Vaticano II.

A Carta Ut Unum Sint, afirma que o Verdadeiro Ecumenismo é a busca pela Unidade, constituída pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos e da comunhão hierárquica; e ainda define o Ecumenismo de forma clara e precisa, ao mesmo tempo em que nos mostra a suma importância do movimento ecumênico para a sociedade atual, citando uma aliança indissolúvel entre a fé cristã, a Igreja, e a Unidade.

“Acreditar em Cristo significa querer a unidade; querer a unidade significa querer a Igreja; querer a Igreja significa querer a comunhão de graça que corresponde ao desígnio do Pai desde toda a eternidade. Este é o significado da oração de Cristo.(Ut Unum Sint, nº 09)

Sendo assim, o verdadeiro Ecumenismo, consiste essencialmente no esforço de mostrar sempre a Verdade("Conhecereis a verdade e a verdade vos livrará. Jo 8,32), progredindo na caridade (Ef 5,2), para que todos se convertam à Igreja de Cristo.

Pensando nessa necessidade de levar a Verdadeira Palavra de Deus, e na necessidade de ter novamente a Unidade Cristã, que reinou durante 15 séculos; é que escrevo essa mensagem, abordando este tema de tão grande importância para a Igreja nos tempos atuais.

Para quem quiser aprofundar-se no tema, recomendo a leitura dos Decretos Dominus Iesus e Unitatis Redintegratio e também da Carta Ut Unum Sint, todos disponíveis em nosso site.

Autor: Everton do N. Siqueira
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