quarta-feira, 9 de março de 2011

O carnaval e a moral cristã

O Carnaval já passou, e com ele a tão divulgada distribuição de camisinhas, que este ano bateu novamente o recorde mundial. Estima-se que o governo distribuirá até o final deste ano, 1,2 bilhões de camisinha gratuitamente para quem estiver interessado.

A pergunta que vem é: “Grátis e de tão fácil acesso, quem serão os que não se interessarão?”. Será que nossos jovens poderão ser educados na moral cristã, que prega a fornicação como pecado grave e proíbe as relações sexuais antes do casamento, se ao saírem nas ruas, a camisinha estará sendo entregue nas suas mãos? Será possível educar os jovens a viverem a castidade cristã, quando o governo, juntamente com a mídia, diretamente vêm a dizer “Faça sexo com quem você quiser, o importante é ser feliz”?

Em nossa cidade não foi muito diferente. Mesmo não tendo carnaval de rua, nos jornais estava a manchete (como se isso fosse motivo de orgulho), dizendo que Itapeva foi uma grande distribuidora de camisinhas, e que os jovens (a partir dos 14 anos) estão utilizando-as sempre (e conseqüentemente, caindo no pecado grave da fornicação); segundo as notícias, esta política iria se repetir este ano. Aliás, em algumas cidades maiores, a camisinha é distribuída alegremente nas escolas à crianças de 6ª séries, e nós, nada fazemos para impedir esse atentado contra a moral. Chegamos ao ponto de ver “máquinas de camisinha” nas escolas, iguais a essas que temos para comprar refrigerante na Top Square. Basta a criança ou o adolescente apertar o botão para retirar o seu preservativo, e com isso, sair para fornicar e pecar gravemente contra as leis de Deus.

Depois, os pais reclamam por seus filhos terem abandonado a Igreja e hoje estarem perdidos no mundo das drogas e da prostituição, esquecendo-se totalmente de Deus.

A culpa é de quem? Só do governo? Ou será que temos também uma parcela de culpa por termos votado em determinados políticos anticristãos, e por deixarmos que a libertinagem tome conta e varra a moral cristã para debaixo dos tapetes?

Alegam alguns que o inventivo ao sexo precoce, com a distribuição de camisinhas gratuitas é uma medida emergencial para combater a AIDS e outras DSTs; o pior é que tem muito “católico” que cai nessa, esquecendo-se que nosso Catecismo diz claramente que o fim não justifica o meio. Não é lícito utilizar-se de um meio mal (apoiar a fornicação e incentivar o pecado sexual em massa) para um fim bom (combater uma doença).

Enquanto aplaudimos em pé alguns comerciais ridículos como o “Bloco da Mulher Madura” (Promovido pelo Ministério da Saúde), nosso dinheiro continua a ser jogado ao pecado; quando digo jogado, digo em seu sentido literal, já que nosso saudoso presidente, junto com o Ministro Temporão, estiveram a jogar camisinhas ao alto em plena Marquês do Sapucaí nesse carnaval.

O pior é saber que, enquanto nosso dinheiro promove o sexo entre crianças e adolescentes de forma desregrada e sem respeito nenhum, muitas pessoas continuam a perder o emprego por causa da crise econômica, e muitas outras, continuam a passar fome no Brasil, o país da sem vergonhice.

Ah, se esse dinheiro público(nosso dinheiro) fosse usado de forma consciente, poderíamos talvez, sentir orgulho de ser, de fato (e não apenas no papel) o maior país católico do mundo.

Exemplo para nós, cristãos, é a Uganda, país africano que, contrariando as imposições da ONU de promover sexo livre e desenfreado, utilizou-se no combate a AIDS de uma política que prega a fidelidade conjugal e o respeito à família. Com isso, é o país que mais conseguiu reduzir a taxa de contaminação do vírus, de 30% a 6% em apenas dez anos, ao passo que, no Brasil, cresce a distribuição da camisinha, e o número de infectados cresce a cada ano, bem como (pior ainda) cresce o número dos pecados contra o próprio corpo, promovidos pelo nosso governo.

“Para que o mal triunfe, basta que os bons fiquem de braços cruzados”

Autor: Everton do N. Siqueira
Comentários

Compartilhe na Rede

Twitter Delicious Facebook Digg Favorites Stumbleupon More