segunda-feira, 7 de março de 2011

Os discípulos de Emaús

Após sua ressurreição, Jesus apareceu a dois discípulos que caminhavam rumo a Emaús, caminhou com eles durante horas e eles não o reconheceram.

A esperança dos discípulos havia acabado, pois o Cristo profeta e salvador havia morrido numa humilhante morte de cruz, a fé havia enfraquecido tanto, que não acreditaram nas palavras das mulheres que disseram ver anjos junto ao sepulcro vazio.O Cristo poderoso que outrora curava e que criam restaurar o Reino de Israel estava morto e já fazia três dias que havia morrido.

Por mais que Jesus Cristo explicasse-lhes o que dele se achava escrito em todas as Escrituras, não fora o suficiente, eles ainda não o reconheceram.Só o foram reconhecer quando Jesus tomou o pão, abençoou e serviu-lhes. (Lc 24,13-31).

A Eucaristia, presente desde o início do cristianismo na Santa Igreja, é o próprio Jesus Cristo se fazendo presente em nosso meio.Não se trata de uma imagem, uma representação simbólica, ou um “desenho” de Cristo, mas sim do próprio Jesus que se faz presente numa humilde aparência de pão e de vinho pelas mãos ungidas dos sacerdotes.

Através deste Evangelho percebemos que todas as passagens bíblicas, todos os ensinamentos do próprio Jesus Cristo e todas as leis ao Antigo Testamento, não teriam valor, se não nos alimentássemos com o Pão Vivo Descido do Céu (Jo 6,51).Só pelo partir do pão que os discípulos reconheceram Jesus, e só através do Sacramento da Eucaristia que podemos atingir a plenitude da salvação e chegarmos um dia à vida eterna.

O Catecismo da Igreja Católica nos diz claramente ao nº 1329: “É por este gesto que os discípulos o reconheceram, e é com esta expressão que os primeiros cristãos designarão suas assembléias eucarísticas. Com isso querem dizer que todos os que comem do único pão partido, Cristo, entram em comunhão com ele e já não formam senão um só corpo nele”.

Não nos iludamos com falsas promessas de falsos pastores (Mt 7,15), que criam imagens impressionantes de curas, de milagres e prodígios que por vezes (infelizmente) seduzem até mesmo os escolhidos que pertencem à verdadeira Igreja (Mt 24,24).

Ó gente sem inteligência. (Lc 24,25) A verdadeira salvação só é possível na igreja que torna-nos presente a fração do pão eucarístico, e nos dá a Graça Divina de alimentar do Corpo e Sangue do nosso Salvador.

O pão da vida (Jo 6,48), presente em todas as Missas é o pão que nos abre os olhos, nos mostra a verdade e nos guarda para a vida eterna.

Autor: Everton do N. Siqueira
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