quarta-feira, 9 de março de 2011

São Valentim e a mídia

Ainda é possível amar.

Em meados do século III, Roma estava em constante guerra por poder e territórios, e assim, o imperador Cláudio II para expandir seus exércitos e dominar mais facilmente as outras nações, proibiu que fossem celebrados casamentos em todo o território romano, pois os homens casados não serviam ao exército para cuidar do sustento da família.

Um homem, seguindo os Ensinamentos de Jesus Cristo, acreditando no amor, ousou desafiar o imperador e a lei romana que na época estava a destruir a família, e começou a celebrar casamentos clandestinos para formar famílias unidas eternamente pelos laços do Sagrado Matrimônio, até ser descoberto, preso, e morto decapitado. Seu nome: São Valentim, cuja morte serviu de inspiração para a criação do Dia dos Namorados.

Passaram-se 18 séculos, e às vezes percebo que alguns “imperadores” continuam com a mesma idéia primitiva de Cláudio II,e continuam a proibir o casamento,ou rebaixá-lo a um simples contrato que pode ser anulado perante um documento de divórcio, e assim, acabam pregando a total desvalorização da família e do amor conjugal.

A imperadora do mundo atual, mais conhecida como “Mídia”, é ainda mais cruel que Cláudio II, pois ao invés de decretos explícitos, age camufladamente através de filmes, novelas e BBBBS que indiretamente infiltram na cabeça de quem assiste o falso conceito anticristão de felicidade, a desvalorização humana, e o rebaixamento do ser humano a um simples objeto de prazer pessoal e de lucro para suas organizações multimilionárias.

Nossa imperadora Mídia, aos poucos vai conseguindo novos adeptos, e o povo, aos poucos acreditando que aquilo que ela prega é normal; e, de maneira ainda mais cruel que os césares romanos que perseguiam o cristianismo primitivo, conseguem até fundar igrejas que se dizem cristãs e pregam o divórcio como sendo normal, oferecem o aborto como meio natural de se evitar filhos, e outras aberrações criadas pelo inimigo para destruir a família.

Será possível que em 18 séculos o homem não evoluiu? Será que em 18 séculos, o homem ainda não conseguiu compreender o real significado da vida que é amar e ser amado? De que adianta avançar tanto na tecnologia, descobrir máquinas e computadores que processam dados e informações em velocidades antes jamais imaginadas e que são capazes de fazer verdadeiras maravilhas da ciência, se não compreendermos o que nosso coração anseia desde o momento em que nascemos?

De que adianta avançar na busca pela cura de doenças como o Câncer, ou a Aids, se não acharmos a cura para esse câncer interior pregado pela mídia, que nos corrói e que nos afasta da verdadeira felicidade?

Talvez tenhamos que nos inspirar no exemplo de São Valentim, rogar por sua intercessão e lembrar que, embora a moda pregue o desapego afetivo, e a total desvalorização do ser humano, ainda é possível amar.

"Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, não sou nada."(ICor 13,2).

Autor: Everton do N. Siqueira

Aqui no Brasil se comemora o dia dos namorados no dia 12 de junho, véspera da festa de Santo Antônio, padroeiro dos casamentos e santo casamenteiro. Nos Estados Unidos se comemora no dia 14 de fevereiro, dia de São Valentim, um santo talvez pouco conhecido entre nós.

São Valentim, rogai por nós
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