quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sexta-Feira Santa não é "festa do bacalhau"

Lamentável que em um país de maioria católica, a população se deixe levar pelos modismos da mídia e acabe transformando a Sexta-Feira Santa em reunião familiar para desfrutar de apetitosos banquetes sem carnes ou para prestigiar uma verdadeira "festa do bacalhau".


Ontem, enquanto almoçava, liguei a televisão e notei que boa parte do noticiário mostrava notícias relacionadas à Sexta-Feira Santa, mas não a citava como o "feriado católico que antecede a Festa da Páscoa", e sim mostrava dicas, receitas, sugestões, entrevistas com especialistas (nutricionistas, pescadores), colocando como foco principal, não Jesus Cristo, mas o bacalhau.

A Igreja manda que os fiéis, além da abstinência de carne vermelha, façam também um jejum na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, então é totalmente absurda a idéia de alimentar-se de "banquetes de peixe" ou outras "receitas festivas sem carne" nestas datas, já que uma das finalidades do jejum é justamente frear a gula e deixar que o espírito esteja acima das nossas vontades corporais.

DOUTRINA

O jejum e a abstinência não são simplesmente "costumes populares" ou "regrinhas" que podem ser desobedecidas. Deixar de jejuar e abster-se de carne nos dias que a Igreja determina, é um Pecado Grave, e como tal, "acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno."(Catecismo da Igreja Católica §1861).

Autor: Everton do N. Siqueira
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